2007/06/12

“Existem, durante a nossa vida, sempre dois caminhos a seguir: aquele que todo mundo segue, e aquele que a nossa imaginação nos leva a seguir. O primeiro pode ser o mais seguro, o mais confiável, o menos crítico mas, você será apenas mais um a caminhar. O segundo, com certeza vai ser mais difícil, mais solitário, o que você terá maiores críticas ... mas também, o mais criativo, o mais original possível. Não importa o que você seja, quem você seja, ou que deseja na vida, a OUSADIA em ser diferente reflete na sua personalidade, no seu caráter, naquilo que você é. E é assim que as pessoas lembrarão de você um dia".

(Ayrton Senna da Silva)

2006/11/21

5 livros sobre os Media

História, crítica de jornais e jornalistas, estudos de casos.

Obras para melhor percebermos o mundo em que vivemos.

Marcello Caetano: Poder e Imprensa
Ana Cabrera – Livros Horizonte, 23€

Imprensa e Opinião Publica em Portugal
José Manuel Tengarrinha – Minerva, 19,80€

A representação das minorias sexuais na informação televisiva Portuguesa.
Clara Roldão Pinto Caldeira – Livros Horizonte, 16€

Prime Time
Nuno Goulart Brandão - Casa das letras, 14€

Para compreender o jornalismo
Estrela Serrano – Minerva, 16€

2006/11/05

OJA “Online Journalism Awards”.

Esta iniciativa, a 7ª edição promovida pela ONA (Online News Association) distingue anualmente os vários meios de Jornalismo Online. Foram 18 as categorias no total, entre as quais escolhi 4 para este trabalho de análise.

Confesso que na data em que analisei os candidatos, os vencedores já estavam encontrados. No entanto, tentando ser imparcial e não me deixar influenciar pelo facto de conhecer o resultado final, quis ser o mais justo possível com a minha consciência. Não conhecia a maioria dos sites finalistas e por isso, tentei dar “uma volta” por todos eles, para poder escrever algo que fosse minimamente sentido.

A primeira das categoria por mim avaliadas “General Excellence in Online Journalism” (Large) e embora tivesse gostado muito da apresentação, organização, conteúdo e aspecto clean tanto do “Washington Post” como do “The New York Times”, acho melhor o "MSNBC" sobretudo devido à excelente e muito completa diversificação, demonstrada nas propostas de catalogação (as “Top Stories” e “Top Section”) em quase todos temas apresentado na coluna dos menus. Tornando-se muito fácil encontrar, ou ir directo ao tema que pretendemos, sendo uma das características do jornalismo online a usabilidade, esta é assim incontornavelmente atingida.
Através da grande variedade de escolhas proporcionado pelo elevado grau de hipertextualidade, somos levados de forma muito directa e rápida a envolvermo-nos com outra característica do jornalismo online, a interactividade,

Sendo de fácil utilização e com a possibilidade de escolha dos temas através de todos os hiperlinks disponibilizados, é promovido um alto grau de interactividade, encontrada em menor escala nos restantes finalistas.
Também em termos de apreciação à utilização do multimédia, o "MSNBC" tem larga vantagem. A possibilidade de descarregar vídeo online e também aqui com as várias possibilidades de escolha entre o assunto apresentados (mesmo de cariz Internacional), faz com que considere este site o melhor em termos do Jornalismo Online.
Dos restantes finalistas, achei o “Star Tribune” pouco eficaz quanto à usabilidade e por isso o penalizei irremediavelmente, enquanto o “USA Today”, achei como que, ligeiramente “berrante” em termos de layout e aspecto gráfico, o que no meu ponto de vista, perdendo em termos de atracção visual, muito dificilmente conseguirá fazer valer os seus predicados mais valiosos.

Na segunda categoria “Breaking News” ainda que tentasse votar ou escolher um dos nomeados que não o vencedor, acho que o Nola foi sem sombra de dúvidas o mais eficaz. Talvez o factor proximidade visto o Nola ser de New Orleans (e o impacto da situação) tenha provocado com que o relato dos factos da passagem do Katrina em New Orleans, tenha sido feito dum modo muito mais completo em ralação aos restantes finalistas.
Claro que a greve dos transportes em Nova Iorque abordada pelo New York Times é notícia, pois causa um transtorno incrível, para não chamar caos, mas um furacão que devasta uma área enorme de território e desaloja milhares de pessoas, tem realmente um impacto muito maior. A abordagem da CNN ao atentado bombista em Londres está realizada duma forma de calendarização das peças apresentadas, fazendo posteriormente a hiperligação à edição do dia escolhido e pouco mais, não sendo por mim entendido como nada de extraordinário ou muito especial.

Na terceira categoria “Specialty Jornalism” (Large) consegui finalmente inverter a tendência das duas primeiras em que concordei com a escolha dos vencedores. Escolhi o CNET em detrimento do ESPN, porque achei o CNET ainda que muito orientado para a sua área de intervenção (como tinha que ser no jornalismo da especialidade), abordou os temas duma forma muito mais abrangente, e que são fundamentais para a evolução da sociedade. Conseguem com uma vasta área de menus e submenus, promover hiperligações a várias áreas de negócio e interesses.
Tendo achado um dos finalistas, o “Nova scienceNow” muito técnico e enfadonho para quem não tenha o mínimo conhecimento ou interesse pelo assunto, ainda estive indeciso entre o BW e o CNET, mas confesso que, embora seja interessado e trabalhe muito com a área económica, admito que desta feita a vertente dos gostos pessoais pelo mundo digital, me tenha influenciado e induzido na escolha. A possibilidade de assistir a televisão online, ter à nossa disposição áudio vídeo, fotos, podcasts é uma realidade. A forma como é promovida a multimedialidade ao seu expoente máximo é um must. Mas as responsabilidades eram enormes, visto este ser um media especializado sobre a NET e por isso com grande savoir faire no dominio das novas tecnologias.

Finalmente e como quarta escolha, dentro do “Investigative Journalism” (Large) também aqui fui contra a corrente dos verdadeiros críticos e especialistas. A minha preferência foi para o trabalho do “Washington Post” sobre a e-Qaeda ou melhor sobre a forma como o terrorismo dos jihadistas utiliza a Internet, para fazer passar a mensagem.
Assumo que o nome Washington Post é para mim uma referência, talvez assumindo uma ligeira influência pelo facto de dois dos seus jornalistas (da altura) terem deflagrado o caso Watergate e tornando-se por isso como um media de admiração e grande consideração.
Mas, e voltando a esta análise e mais concretamente à sua avaliação, sou de opinião que a utilização de vídeos, documentos, gráficos, links a outros sites, chats, a inclusão dos manuais de instruções de bombas e envenenamentos que são desenvolvidos pelos terroristas, são apresentados neste trabalho de uma forma simples e directa, dotando-o assim de grande usabilidade. Somos levados ao longo deste artigo despretensioso, (pois não pretende ser mais do que aquilo que realmente é) duma forma leve, mas muito perceptível, ao conhecimento de um tema de grande actualidade (particularmente desde o 11 de Setembro) e a que todos diz respeito. Embora o trabalho considerado vencedor A Million Lies seja realmente um grande trabalho de investigação, acho que, e sem lhe querer tirar o valor ou importância, o tema do Washington Post é bem mais sério e importante.

Tal como no inicio afirmei, este texto foi elaborado quase como se um comentador desportivo falasse na antevisão de um jogo, mas do qual já soubesse o resultado final.
Devido ás várias vicissitudes, quis o destino que assim acontecesse. No entanto tentei elaborá-lo da forma mais coerente séria e justa que a minha consciência mo permitiu. Seria eventualmente mais fácil percorrer sites da critica sobre estes OJA, e aí encontrar a posição dos especialistas na matéria, mas desse modo, este não era “o meu trabalho”.

2006/10/30

Ainda não foi desta que o Sol nasceu para o ciberjornalismo português.

Não esse, porque infelizmente à primeira vista, a oportunidade parece perdida.
Com efeito, após uma fortíssima campanha publicitária, com o recrutamento (ou melhor, transferência) de quadros importantíssimos de um dos media de referencia Nacional, que era o alvo a enfraquecer, eis que afinal a montanha parece ter parido um rato. Se na versão impressa, a euforia das primeiras semanas parece ter abrandado, na versão online, é caso para dizer que o desastre foi total. Um vazio em termos de design, exagero no recurso a blogues parecendo querer tapar o sol com uma peneira, com alguns links é certo, mas há muitos outros assim.

Mas porque dizer mal é muitas vezes considerado fácil, prefiro neste momento virar a agulha e voltar-me para o que parece estar a ser bem feito em termos do ciberjornalismo em Portugal.

Centrar-me-ei no Expresso Online, porque um jornal de referência, pertencente a um grupo de inegável peso no mosaico dos Media Nacionais, não pode defraudar as expectativas. De seguida tentarei explicar porque acho não ter falhado.

Como a maior parte dos ciberjornais, também o Expresso Online, descende da versão impressa da casa mãe, mas neste caso particular, não se limita a ser uma cópia digital da versão impressa como tantos outros. Com efeito, a usabilidade do Expresso Online contrasta de forma incontornável, com a maçada característica que é desdobrar o volumoso Expresso ainda que numa versão mais light, depois do facelift da última reentre. É realmente fácil o manuseamento do Expresso Online e a forma simples como encontramos o que pretendemos e navegamos interagindo com o seu vasto conteúdo de modo plenamente satisfatório. De notar de qualquer modo e para os menos integrados no ciberespaço a preocupação que tiveram com o menu rápido, ou seja, quase um “mapa do site”.

Com uma alargada variedade de links aos vários temas abordados e a criação de uma caixa de notícias na hora, ou as últimas, a hipertextualidade é uma constante, estando presente um pouco por todo o site. As notícias na hora transmitem valores de instantaneidade difíceis de igualar por outros media. Só a rádio consegue transmitir de forma mais rápida e quase que instantânea uma noticia.
A escolha desses links é automática na Internet e tornam a leitura realmente muito mais fácil, pois nos jornais de papel os leitores escolhem através das chamadas de capa, ou títulos mais sugestivos os “saltos” que vão querendo dar ao longo do jornal.

Esta hipertextualidade leva-nos de forma inegável a uma provocadora associação a outras das características do ciberjornalismo, a interactividade. É um facto que a comunicação passa a ser feita através de imputs em links ou hiperlinks, pelos vários menus que vamos pretendendo seguir, ou seja, a tecnologia promove e é mediadora dessa mesma comunicação. Esta interactividade é potencializada no Expresso pelos artigos de opinião, cidadão repórter, blogues e pelo fórum, no qual os leitores fazem comentários, trocam opiniões, ideias e sugestões, chegando mesmo a participar em eleições ou sondagens sobre todo e qualquer assunto.

Usufruindo de sinergias emanadas de dentro do próprio grupo empresarial ao qual pertence, o Expresso não deixa os créditos por mãos alheias e fazendo jus à sua enorme capacidade proporciona o colocar à disposição de vídeos, faixas áudio, fotos das fotogalerias, podcasts e soundbites, fazendo com que exista realmente o que podemos considerar multimedialidade, ou seja o multimédia está realmente presente neste site.

O Expresso não descura a possibilidade de com as enormes capacidades técnicas do hardware e software (tipo RSS) à disposição, ficar a melhor conhecer os seus “clientes”. Através dum registo simples e no qual não é preciso assinatura ou pagamento de qualquer fee mensal, o jornal consegue disponibilizar a cada cliente o conteúdo que mais se adapta aos seus gostos, hábitos e estilo de vida. E isto porque há muitas vidas fantásticas.

2006/10/12

Quem foi o melhor piloto de F1 de todos os tempos?

Este é a questão que a iniciativa do semanário Autosport tem proposto aos leitores nas ultimas semanas.
Pessoalmente acho que não há duvidas. Ayrton Senna e os seus três Campeonatos do Mundo mas naquela altura em que eram arrancados no braço e quando se empurravam os adversários, essas "ajudas" eram com classe ( Japão 1990).

2006/10/09

MINI. O renascer de um mito.

Mais do que lançar um novo modelo ou qualquer nova campanha de promoção, o relançamento de uma marca automóvel é sem duvida um dos pontos mais altos que qualquer Marketeer pode almejar

Durante todo o ano de 2001 fizeram-se inúmeros preparativos para a introdução no mercado do novo MINI que o destino fez acontecer a 9 de Setembro de 2001.

Desde a apresentação à imprensa Internacional em Peruggia ainda em Maio, a apresentação a VIP’s em Junho e a chegada ao mercado em Setembro, muitos passos, decisões e iniciativas foram dados pela equipa que o relançou no mercado.

2006/10/08

Parte do Dream Team.

Não eram basquetebolistas americanos, mas foram parte do grupo de oito colegas que durante determinado período fez o Marketing da BMW em Portugal.

Dois deles já não estão connosco, (abraçaram outros projectos de vida) nenhum dos quatro é o Pierce Brosnan, mas o carro era o do James Bond.

Aliás, esta foto foi tirada na noite da antestreia do “The World is not enough” no Europarque, onde aproveitamos e fizemos também a pré-apresentação em Portugal do BMW Z8.

Baltar - 2ª do ano.

Desta feita não tivemos sorte com o sorteio dos Karts e ficamos uns furos abaixo do andamento que pensavamos.

Logo na primeira das corridas de Sprint, empenamos um eixo e tivemos que desistir. Nas outras três, ainda conseguimos um segundo, um terceiro e um quinto lugar.

Na corrida de resistência e embora tenhamos andado grande parte da corrida afundados na classificação, uma boa estratégia nas boxes fez com que conseguíssemos chegar ao 5º lugar.

Ainda assim, deu para manter o comando no campeonato. Agora resta-nos esperar que da próxima corrida tenhamos mais sorte com o Kart.

Venha rápido o 4 de Novembro.