OJA “Online Journalism Awards”.
Esta iniciativa, a 7ª edição promovida pela ONA (Online News Association) distingue anualmente os vários meios de Jornalismo Online. Foram 18 as categorias no total, entre as quais escolhi 4 para este trabalho de análise.
Confesso que na data em que analisei os candidatos, os vencedores já estavam encontrados. No entanto, tentando ser imparcial e não me deixar influenciar pelo facto de conhecer o resultado final, quis ser o mais justo possível com a minha consciência. Não conhecia a maioria dos sites finalistas e por isso, tentei dar “uma volta” por todos eles, para poder escrever algo que fosse minimamente sentido.
A primeira das categoria por mim avaliadas “General Excellence in Online Journalism” (Large) e embora tivesse gostado muito da apresentação, organização, conteúdo e aspecto clean tanto do “Washington Post” como do “The New York Times”, acho melhor o "MSNBC" sobretudo devido à excelente e muito completa diversificação, demonstrada nas propostas de catalogação (as “Top Stories” e “Top Section”) em quase todos temas apresentado na coluna dos menus. Tornando-se muito fácil encontrar, ou ir directo ao tema que pretendemos, sendo uma das características do jornalismo online a usabilidade, esta é assim incontornavelmente atingida.
Através da grande variedade de escolhas proporcionado pelo elevado grau de hipertextualidade, somos levados de forma muito directa e rápida a envolvermo-nos com outra característica do jornalismo online, a interactividade,
Sendo de fácil utilização e com a possibilidade de escolha dos temas através de todos os hiperlinks disponibilizados, é promovido um alto grau de interactividade, encontrada em menor escala nos restantes finalistas.
Também em termos de apreciação à utilização do multimédia, o "MSNBC" tem larga vantagem. A possibilidade de descarregar vídeo online e também aqui com as várias possibilidades de escolha entre o assunto apresentados (mesmo de cariz Internacional), faz com que considere este site o melhor em termos do Jornalismo Online.
Dos restantes finalistas, achei o “Star Tribune” pouco eficaz quanto à usabilidade e por isso o penalizei irremediavelmente, enquanto o “USA Today”, achei como que, ligeiramente “berrante” em termos de layout e aspecto gráfico, o que no meu ponto de vista, perdendo em termos de atracção visual, muito dificilmente conseguirá fazer valer os seus predicados mais valiosos.
Na segunda categoria “Breaking News” ainda que tentasse votar ou escolher um dos nomeados que não o vencedor, acho que o Nola foi sem sombra de dúvidas o mais eficaz. Talvez o factor proximidade visto o Nola ser de New Orleans (e o impacto da situação) tenha provocado com que o relato dos factos da passagem do Katrina em New Orleans, tenha sido feito dum modo muito mais completo em ralação aos restantes finalistas.
Claro que a greve dos transportes em Nova Iorque abordada pelo New York Times é notícia, pois causa um transtorno incrível, para não chamar caos, mas um furacão que devasta uma área enorme de território e desaloja milhares de pessoas, tem realmente um impacto muito maior. A abordagem da CNN ao atentado bombista em Londres está realizada duma forma de calendarização das peças apresentadas, fazendo posteriormente a hiperligação à edição do dia escolhido e pouco mais, não sendo por mim entendido como nada de extraordinário ou muito especial.
Na terceira categoria “Specialty Jornalism” (Large) consegui finalmente inverter a tendência das duas primeiras em que concordei com a escolha dos vencedores. Escolhi o CNET em detrimento do ESPN, porque achei o CNET ainda que muito orientado para a sua área de intervenção (como tinha que ser no jornalismo da especialidade), abordou os temas duma forma muito mais abrangente, e que são fundamentais para a evolução da sociedade. Conseguem com uma vasta área de menus e submenus, promover hiperligações a várias áreas de negócio e interesses.
Na terceira categoria “Specialty Jornalism” (Large) consegui finalmente inverter a tendência das duas primeiras em que concordei com a escolha dos vencedores. Escolhi o CNET em detrimento do ESPN, porque achei o CNET ainda que muito orientado para a sua área de intervenção (como tinha que ser no jornalismo da especialidade), abordou os temas duma forma muito mais abrangente, e que são fundamentais para a evolução da sociedade. Conseguem com uma vasta área de menus e submenus, promover hiperligações a várias áreas de negócio e interesses.
Tendo achado um dos finalistas, o “Nova scienceNow” muito técnico e enfadonho para quem não tenha o mínimo conhecimento ou interesse pelo assunto, ainda estive indeciso entre o BW e o CNET, mas confesso que, embora seja interessado e trabalhe muito com a área económica, admito que desta feita a vertente dos gostos pessoais pelo mundo digital, me tenha influenciado e induzido na escolha. A possibilidade de assistir a televisão online, ter à nossa disposição áudio vídeo, fotos, podcasts é uma realidade. A forma como é promovida a multimedialidade ao seu expoente máximo é um must. Mas as responsabilidades eram enormes, visto este ser um media especializado sobre a NET e por isso com grande savoir faire no dominio das novas tecnologias.
Finalmente e como quarta escolha, dentro do “Investigative Journalism” (Large) também aqui fui contra a corrente dos verdadeiros críticos e especialistas. A minha preferência foi para o trabalho do “Washington Post” sobre a e-Qaeda ou melhor sobre a forma como o terrorismo dos jihadistas utiliza a Internet, para fazer passar a mensagem.
Finalmente e como quarta escolha, dentro do “Investigative Journalism” (Large) também aqui fui contra a corrente dos verdadeiros críticos e especialistas. A minha preferência foi para o trabalho do “Washington Post” sobre a e-Qaeda ou melhor sobre a forma como o terrorismo dos jihadistas utiliza a Internet, para fazer passar a mensagem.
Assumo que o nome Washington Post é para mim uma referência, talvez assumindo uma ligeira influência pelo facto de dois dos seus jornalistas (da altura) terem deflagrado o caso Watergate e tornando-se por isso como um media de admiração e grande consideração.
Mas, e voltando a esta análise e mais concretamente à sua avaliação, sou de opinião que a utilização de vídeos, documentos, gráficos, links a outros sites, chats, a inclusão dos manuais de instruções de bombas e envenenamentos que são desenvolvidos pelos terroristas, são apresentados neste trabalho de uma forma simples e directa, dotando-o assim de grande usabilidade. Somos levados ao longo deste artigo despretensioso, (pois não pretende ser mais do que aquilo que realmente é) duma forma leve, mas muito perceptível, ao conhecimento de um tema de grande actualidade (particularmente desde o 11 de Setembro) e a que todos diz respeito. Embora o trabalho considerado vencedor A Million Lies seja realmente um grande trabalho de investigação, acho que, e sem lhe querer tirar o valor ou importância, o tema do Washington Post é bem mais sério e importante.
Tal como no inicio afirmei, este texto foi elaborado quase como se um comentador desportivo falasse na antevisão de um jogo, mas do qual já soubesse o resultado final.
Devido ás várias vicissitudes, quis o destino que assim acontecesse. No entanto tentei elaborá-lo da forma mais coerente séria e justa que a minha consciência mo permitiu. Seria eventualmente mais fácil percorrer sites da critica sobre estes OJA, e aí encontrar a posição dos especialistas na matéria, mas desse modo, este não era “o meu trabalho”.
Tal como no inicio afirmei, este texto foi elaborado quase como se um comentador desportivo falasse na antevisão de um jogo, mas do qual já soubesse o resultado final.
Devido ás várias vicissitudes, quis o destino que assim acontecesse. No entanto tentei elaborá-lo da forma mais coerente séria e justa que a minha consciência mo permitiu. Seria eventualmente mais fácil percorrer sites da critica sobre estes OJA, e aí encontrar a posição dos especialistas na matéria, mas desse modo, este não era “o meu trabalho”.


