2006/06/14

G8, o clube dos ricos.

Um clube de ricos com um complicado direito de admissão e onde pobre não entra.

O G8 é um clube informal e muito exclusivo dos países mais avançados e poderosos do Mundo. Trata-se de um mecanismo de coordenação de posições frente a todos os outros. O ambiente económico internacional é resultado directo das decisões desse G8.

As raízes do G8 remontam à crise petrolífera e à recessão económica do início dos anos 70, quando os Estados Unidos formaram um grupo que então reunia os responsáveis pelas finanças da França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Japão e EUA. Sob pressão da França, a reunião de 1975 passou a incluir os chefes de governo de cada nação e o grupo tornou-se conhecido com o G6, que passou a G7 em 1976 e a G8 e 1998, com as entradas do Canadá e da Rússia, respectivamente. Mas nem todos têm o mesmo peso nas decisões. A Rússia, por não ter a força económica dos demais países, tem actuação mais política. Mas não é só a Rússia, não só a Rússia tem pouco peso, como Canadá e Itália também, assim a liderança é sempre dos Estados Unidos.

Ao que era para ser um fórum económico rapidamente se juntaram as questões políticas, que passaram a fazer parte da agenda do G7, no final da década da 70.Os críticos do G8 acusam o grupo de representar os interesses de uma elite de países industrializados, em detrimento das necessidades do resto do mundo e não há cimeira que não seja acompanhada por fortes protestos anti globalização. A agenda das reuniões, antes restrita a temas económicos e de segurança, passou a incluir questões como saúde, meio ambiente, desarmamento e combate ao terrorismo. O G8 é uma das grandes estruturas de discussão sobre liderança global no mundo actual.

Outra questão forte das cimeiras entre os líderes dos países mais ricos do mundo, é a pobreza em África. Os chefes de Governo do G8 apenas se dispuseram a subscrever o plano de cancelamento da dívida para alguns dos países mais pobres de África e um aumento correspondente na ajuda financeira a esses países. Considerando que a pobreza extrema afecta mais de mil milhões de pessoas, que sobrevivem com menos de 1 dólar por dia, e que a diferença de rendimento per capita entre os países mais pobres e os mais ricos mais do que duplicou nos últimos 25 anos, estas cimeiras onde acima de tudo todos olham para os seus interesses particulares, estas reuniões são uma verdadeira feira de hipocrisia.

O G8 é um clube dos ricos e onde obviamente nem todos podem participar. Os pobres continuarão a sua luta nas Nações Unidas para que os órgãos económicos e sociais da ONU funcionem. Lá sim, são tomadas decisões livres, independentes e onde todos participam, não só os países ricos.

1 Comments:

At 12:09 p.m., Blogger  said...

bigada paperlate!! è um kerido...q d puder explique-m akilo dos cursos d dança!! bjinhs gands!!

 

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