Alinhamento em Televisão
O alinhamento é a “ordem hierárquica pela qual se distribuem as notícias ao longo do jornal”.
Esta definição é questionável e relativa, pois o que é importante para umas pessoas, pode não o ser para outras e ainda pelo timing em que essa mesma notícia é importante.
O alinhamento assemelha-se a uma montra, existindo por isso vários tipos de montras. Umas mais atractivas do que outras, dependendo do critério de avaliação do seu público-alvo, sendo este um dos critérios ou factores que influenciam o alinhamento das noticias.
Em termos do público-alvo, devemos considerar também as próprias rotinas das pessoas, como por exemplo, a hora do dia (o alinhamento do jornal das 13:00h é diferente do jornal das 20:00h); a concorrência desenfreada entre os canais, pois sendo as audiências constantemente medidas, os conteúdos devem ser atractivos para captar e fidelizar a audiência do público, sendo os alinhamentos dos diversos canais bem distintos, equiparando-se estes alinhamentos a autenticas técnicas de Marketing, pois acima de tudo, todos tentam vender o seu produto ao maior número possível de clientes.
A razão desta estratégia prende-se com as características típicas dos media da actualidade ou seja o negócio, os media como fonte de lucro, enfim os media como empresa, sendo o alinhamento uma arma de Marketing capaz de captar audiências para que possibilite por seu turno a equipa comercial de determinado Media, trabalhar os números de audiência e conseguir rentabilidades importantes em termos de anunciantes publicitários.
Muitas vezes a actualidade é contornada por factores económicos, sendo a hierarquia de importância das notícias muitas vezes submetidas a esses interesses financeiros, onde os Media são considerados não só um veículo de passar a mensagem informativa, mas acima de tudo um negócio capaz de gerar lucro.
Esta definição é questionável e relativa, pois o que é importante para umas pessoas, pode não o ser para outras e ainda pelo timing em que essa mesma notícia é importante.
O alinhamento assemelha-se a uma montra, existindo por isso vários tipos de montras. Umas mais atractivas do que outras, dependendo do critério de avaliação do seu público-alvo, sendo este um dos critérios ou factores que influenciam o alinhamento das noticias.
Em termos do público-alvo, devemos considerar também as próprias rotinas das pessoas, como por exemplo, a hora do dia (o alinhamento do jornal das 13:00h é diferente do jornal das 20:00h); a concorrência desenfreada entre os canais, pois sendo as audiências constantemente medidas, os conteúdos devem ser atractivos para captar e fidelizar a audiência do público, sendo os alinhamentos dos diversos canais bem distintos, equiparando-se estes alinhamentos a autenticas técnicas de Marketing, pois acima de tudo, todos tentam vender o seu produto ao maior número possível de clientes.
A razão desta estratégia prende-se com as características típicas dos media da actualidade ou seja o negócio, os media como fonte de lucro, enfim os media como empresa, sendo o alinhamento uma arma de Marketing capaz de captar audiências para que possibilite por seu turno a equipa comercial de determinado Media, trabalhar os números de audiência e conseguir rentabilidades importantes em termos de anunciantes publicitários.
Muitas vezes a actualidade é contornada por factores económicos, sendo a hierarquia de importância das notícias muitas vezes submetidas a esses interesses financeiros, onde os Media são considerados não só um veículo de passar a mensagem informativa, mas acima de tudo um negócio capaz de gerar lucro.
Pode assim acontecer, que uma peça que tenha muito valor-notícia e que seja por isso muito interessante caia (do alinhamento) para dar lugar a uma outra menos importante mas muito mais atractiva, que fidelize mais audiência, provocando à posteriori maiores receitas publicitárias.
Existem temas que “vendem” mais do que outros. Influenciando assim a ordem das noticias. A Sociedade, Saúde, e Desporto, são temas chave para captação de audiência, já o Internacional não chama tanto a atenção sendo normalmente uma área mal tratada. A proximidade facto/audiência também é levada em linha de conta no alinhamento. Por outro lado, os critérios informativos variam de jornal para jornal conforme o seu público-alvo.
As peças não podem ser muito longas senão cansam a audiência, para grandes trabalhos existem outros tipos informativos como a “Grande Reportagem”. No jornal os temas têm que ser tratados de forma dinâmica de modo a “agarrar” a audiência.
A imagem tem um valor imensurável. O jornalista bem pode fazer passar a mensagem de um facto, mas se ele não tiver uma imagem “apelativa” para montar uma peça atractiva e que fidelize o público, a noticia nunca chegará a acontecer.
A publicidade (sempre ela) também entra no alinhamento. Por vezes os intervalos com publicidade atingem e ultrapassam os 9 minutos.
Antigamente as audiências não eram tão importantes e por isso as noticias eram melhor explicadas. A tal hierarquia de valores era bem diferente.
A entrada em cena das televisões privadas na década de 90, (após o governo ter permitido a criação da SIC e posteriormente da TVI), provocou uma grande alteração do panorama televisivo nacional em geral e particularmente na informação podemos considerar a mudança como radical.
O uso do directo, a partir de então, passou a ter um novo significado em termos informativos. Mas toda a lógica da informação mudou. Tornou-se mais interventora, usou a participação do público. As peças cresceram e o uso intercalar de directos vulgarizou-se. Os jornais cresceram. O Telejornal que tinha um alinhamento tradicional e demorava cerca de 30 minutos cresceu de modo a acompanhar a tendência dos outros. O jornal da SIC subverteu a lógica do alinhamento, passou a dar preferência a notícias mais apelativas em detrimento da política ou do internacional.
A TVI apareceu mais tarde e percorreu um longo caminho. Ligada à Igreja, não tinha grandes meios, nem grande sucesso (audiências) que justificasse o investimento por parte dos anunciantes. Com a contratação de José Eduardo Moniz, o perfil de programação e informação alteraram-se radicalmente. Tal como a SIC, a TVI rompeu com o tradicional, ao optar por uma modelo tablóide de informação televisiva. Os noticiários tornaram-se intermináveis e a abertura com peças sensacionalistas são exemplo disso. O desalinhamento também.
Podemos assim concluir que não existe um modelo típico de alinhamento ou um alinhamento ideal. Todos estes factores influenciam e muito, a ordem como as noticias são organizadas num jornal.


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